"Só queremos viver bem e ser feliz". Conheça a família que optou por uma vida simples

Bárbara Franco

Guarapuava – Alguma vez na sua vida você já deve ter ouvido aquela expressão: tempo é dinheiro. Pois é, para muitos essa frase é sinônimo de sossego e conforto. Agora, suponha que tudo isso virasse de cabeça para baixo, que você encontrasse o amor da sua vida e ele fosse um aventureiro, levasse a vida de uma forma simples e amasse sair pelo mundo sem destino.

Sim, foi isso que aconteceu com Moa e Jessica. Eles se conheceram em Guarapuava… Ele vendendo suas artes no Calçadão da rua XV de Novembro. Ela, uma guarapuavana jovem de apenas 18 anos, prestes a entrar da faculdade de Letras Português da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro). Como Moa não fica muito tempo em uma cidade só, o amor falou mais alto e Jessica resolveu largar tudo em nome do amor e embarcar em uma vida simples sem luxos, mas com muita felicidade. Jessica saiu de Guarapuava e foi desbravar o mundo com seu namorado, que mais tarde tornou-se seu marido e pai de suas duas filhas. Uma de um ano e oito meses e a outra de seis anos.

Ela que vivia em uma cidade conservadora (Guarapuava) e resolveu romper o velhos conceitos cada vez mais impostos à sociedade e optou, sem culpa e com leveza, por uma vida simples. Os dois acreditam que precisam de pouco para se satisfazer e asseguram que o lucro com tudo isso não se vende nem se troca, e tem nome: felicidade.

A família já viajou pelo mundo afora, conheceram lugares maravilhosos, culturas totalmente diferentes. Hoje os dois vivem com suas duas filhas em uma Kombi adaptada, com quarto, cozinha e todo conforto necessário para família. “Investimos na nossa Kombi pensando no conforto das nossas filhas”, ressalta Moa.

Em 2016, a família desbravou dez Estados brasileiros. Sem contar no mochilão que fizeram pela América Latina. “Não temos uma vida de luxo, mas sobrevivemos bem e somos felizes. Temos a oportunidade de conhecer lugares maravilhosos, pessoas maravilhosas e isso não tem preço”.

O casal vive de seus trabalhos artesanais, colares, pulseiras, brincos e afirmam que não tem cidade ruim para venda. “ Tudo depende de você, do teu trabalho, do teu esforço. Se você trabalhar bastante você vai lucrar bastante caso contrário não”, afirma Jéssica.  

E para encerrar a matéria fica aqui uma reflexão de Moa. “Se moeda fosse a felicidade, o quanto você seria feliz?”

 

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