Manifesto da Assembleia mostra o Paraná contra o modelo de pedágio

Documento apresenta que a sociedade paranaense é amplamente contrária à proposta da União para a concessão de rodovias

Frente Parlamentar Sobre o Pedágio (Foto: Alep)

Um manifesto pontua as conclusões das audiências públicas da Frente Parlamentar sobre o Pedágio. O documento que até o final da sessão plenária desta segunda (5) contava com as assinaturas de 47 dos 54 deputados, demonstra que a sociedade paranaense é amplamente contrária à proposta da União para a concessão de rodovias.

De acordo com a Alep, o documento foi protocolado nesta segunda (5) na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A data marca o encerramento da Audiência Pública 01/2021, aberta pelo órgão federal para coletar críticas e sugestões ao modelo de concessão previsto para o Paraná.

Conforme o presidente da Alep, deputado Ademar Traiano (PSDB), há uma preocupação muito grande dos paranaenses com o modelo que está sendo proposto.

O modelo que hoje se desenha não é o que os paranaenses estão querendo. Queremos tarifas justas e duplicação de estradas. Falo em nome do Poder Legislativo, e há um consenso de que não dá para absorver o modelo que está se tentando implantar no Paraná. 

Ele disse também que a ferida do modelo atual não cicatrizou até hoje em função do desenho que se fez à época. Conforme Traiano trata-se de uma forma totalmente errada, que beneficiou apenas os donos das concessionárias. “O Paraná é um grande produtor. A preocupação que todos temos com a nova modelagem é muito grande”.

De acordo com o primeiro-secretário da Assembleia, deputado Luiz Cláudio Romanelli (PSB), o documento faz um alerta. Diante da atual situação e do modelo proposto, a posição majoritária da Alep é vetar a cessão das rodovias estaduais para integrar o programa de concessão.

São 1.163 quilômetros dos 3.327 quilômetros que formam o projeto. O Paraná busca um modelo que assegure tarifas justas, obras e competitividade. Uma licitação pelo critério do menor preço e que não limite a competitividade.

Em síntese, continua Romanelli, o Paraná se posiciona contra o modelo híbrido. “Queremos garantias para as obras e defendemos que o leilão seja realizado pelo critério de menor preço de tarifa”.

Já o deputado Arilson Chiorato (PT), coordenador da Frente Parlamentar, reforça que o documento foi construído com propostas, críticas e sugestões. Essas opiniões são resultados das 10 audiências públicas, em reuniões técnicas e em documentos encaminhados por representantes da sociedade civil organizada paranaense.

Esta manifestação não se trata apenas de uma vontade dos parlamentares e sim de expor aquilo que os paranaenses defendem para o Estado.

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