Concessionárias do Anel da Integração devem 28 obras, 17 nem começaram

Conforme Romanelli, ele espera que o Governo, o DER e a Agepar cobrem a execução de todas as obrigações contratuais das seis concessionárias

 

Deputado Luiz Claudio Romanelli cobra obras das concessionárias (Foto: Dálie Felberg/Alep)

As seis concessionárias do Anel de Integração podem deixar um grande passivo. Conforme levantamento, são obras inacabadas que devem ser entregues nos contratos que se encerram em novembro deste ano. O alerta vem do deputado Luiz Claudio Romanelli. Ele citou o levantamento do DER (Departamento de Estradas de Rodagem), que apontou 28 obras inacabadas. Dessas, 17 ainda nem começaram.

Temos que ficar alertas. Há uma série de obras que nem foram iniciadas a poucos meses do encerramento desses contratos abusivos. Não é possível que o Paraná tenha que pagar mais essa conta, depois de tudo que a nossa economia deixou no caixa das concessionárias ao longo dos últimos 24 anos.

De acordo com o parlamentar, jornalista Roger Pereira, da Gazeta do Povo, constatou num documento do DER que das “28 obras inacabadas, há trechos de duplicações que somam 124 quilômetros (alguns deles já parcialmente concluídos). Outros 38 quilômetros de terceiras faixas, vias marginais ou acostamento. Além de 16 quilômetros de contornos, além de 12 obras de arte, como passarelas, pontes, trevos ou interseções. Há obras que, apesar de atrasadas, estão em fase de conclusão, devendo ser entregues até novembro”.

Conforme Romanelli, ele espera que o Governo do Estado, o DER e a Agepar cobrem a execução de todas as obrigações contratuais das seis concessionárias.  “O modelo elaborado pelo governo federal para os próximos 30 anos é muito semelhante com os atuais contratos. Uma concessão onerosa que limita a redução efetiva das tarifas. O Paraná não quer isso. Queremos concorrência pelo menor preço, garantia da execução das obras e investimentos nos primeiros anos”.

Entretanto, segundo o deputado, a lista publicada não soma as obras retiradas dos contratos originais por meio de aditivos firmados no início dos anos 2000. E nem as obrigações incluídas nos acordos de leniência assinados pelas concessionárias com o Ministério Público Federal. De acordo com Romanelli, todas são decorrentes das investigações da Operação Lava Jato.

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