Cesta básica tem queda de 1,28% no valor no primeiro semestre

Segundo Luci Nychai, economista da Unicentro, apesar do aumento no último mês, no acumulado do primeiro trimestre houve queda

Cesta básica tem queda de 1,28% no valor no primeiro semestre (Foto: Arquivo/RSN)

O Núcleo de Estudos e Práticas Econômicas (Nepe) do Departamento de Ciências Econômicas (Decon) da Unicentro fez uma pesquisa sobre o valor da cesta básica em Guarapuava. Com 13 itens, que incluem cereais, pão, legumes. Além de frutas, proteínas, óleo e laticínios, a cesta apresentou uma queda de 1,28% no valor no primeiro trimestre deste ano.

No entanto, quando o comparativo é em relação a 12 meses, ocorreu um aumento de 26,68% no valor.

Em dezembro de 2020, o custo da cesta básica diminui (5,18%) e passou a custar R$ 490,71. A queda se apresenta, pois em novembro o registro do valor é de R$ 517,53. Além disso, no início de 2021, o valor continuou em queda, em janeiro a cesta básica custou R$ 484,13 (1,34%).

Em fevereiro de 2021 caiu um pouco mais totalizando R$ 457,69 (-5,46 %). Já em março observou um aumento de 5,85% totalizando R$ 484,44, cujo valor ainda, foi inferior ao de novembro de 2020. Segundo Luci Nychai, economista voluntária do Nepe da Unicentro, apesar do aumento no último mês, no acumulado do primeiro semestre houve queda.

“Indo na contramão da situação verificada no Brasil, cuja inflação acumulada de alimentos, neste mesmo período, foi de 1,43% segundo o IBGE”. Conforme a professora, um dos fatores que influenciou na constância e até redução do valor foi o aumento da competição de preços. Isso ocorreu por conta da instalação de novos pontos de vendas varejistas que foi observado na cidade desde dezembro de 2020.

Assim, em março deste ano os grupos de produtos que mais impactaram no aumento relativo do valor da cesta básica foram a carne bovina (+15,57%) e o óleo de soja que voltou a subir (+14,87%).

EM COMPARAÇÃO COM OS SALÁRIOS

No mês de março de 2020, a CBAG comprometeu 44,04% do salário mínimo, o que equivale à dedicação de 96,89 horas de trabalho para custear a alimentação básica. Além disso, considerando o gasto com alimentação, no mês de março de 2021, o salário mínimo necessário (SMN) em Guarapuava para fazer frente a todos os gastos, precisaria ser de R$ 4.127,29.

Apesar do valor nominal da cesta em março de 2021, em Guarapuava (R$ 484,44), ter ficado abaixo do valor nacional médio (R$ 546,50), ela apresentou um aumento relativo em 12 meses (26,68%) maior que a média nacional (17,80%).

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