Agrária participa de investimento para nova fábrica de malte

A estimativa inicial é de gerar 100 empregos diretos, além de outros mil indiretamente. A empresa deve ficar entre Ponta Grossa e Carambeí

Agrária participa de investimento para nova fábrica de malte (Foto: Reprodução/AEN)

Seis cooperativas paranaenses e o Governo do Estado estão em parceria para construir uma nova maltaria na Região dos Campos Gerais. Uma das cooperativas é a Agrária, do distrito de Entre Rios em Guarapuava. O investimento do consórcio Intercooperação na fábrica de malte para a produção de cerveja é de R$ 1,5 bilhão. Assim, a estimativa inicial é de gerar 100 empregos diretos, além de outros mil indiretamente. Além disso, a planta deve começar a ser erguida ainda neste ano, em uma área entre as cidades de Ponta Grossa e Carambeí.

Em um anúncio nessa segunda (5), Ratinho Junior, governador do Paraná e Jorge Karl, diretor-presidente da Cooperativa Agrária, fizeram pronunciamento durante a assembleia virtual comemorativa dos 50 anos do Sistema Ocepar.

A Agrária lidera o pool de cooperativas responsáveis pelo investimento, que conta ainda com a participação da Bom Jesus (Lapa), Capal (Arapoti), Castrolanda (Castro), Coopagrícola (Ponta Grossa) e a Frísia (Carambeí). Somadas, elas apresentam um faturamento de R$ 16,4 bilhões em 2020.

NOVO EMPREENDIMENTO

Para Ratinho Junior, em um momento tão difícil da economia do mundo todo, aqui no Paraná podemos ver a força das cooperativas com a união dessas seis marcas. “Portanto, é um projeto fantástico, ambicioso, que consolida o Paraná como grande berço da produção de cevada no País. Desse modo, o investimento vai gerar mais empregos e atrair novas indústrias cervejeiras para o Estado”.

Os números do empreendimento são fortes. A área total destinada para o plantio da cevada, que é um dos principais insumos para a produção do malte, chega a 100 mil hectares, alcançando outras Regiões do Estado. Assim, a produção anual de malte estimada de 240 toneladas, cerca de 15% do volume do consumo atual no País. Dessa maneira, o faturamento esperado é de R$ 1 bilhão/ano. Para Jorge Karl, o projeto é fruto da intercooperação.

Queremos com a implantação da maltaria Campos Gerais incrementar a produção de cevada em toda a Região, já que todas essas cooperativas possuem conhecimento no plantio deste grão. Então, vamos unir forças e aproveitar a sinergia. É um projeto arrojado, que vai gerar receita para o Estado e, principalmente, resultado para os nossos cooperados. Além disso, o Governo do Paraná tem dado muito apoio ao agronegócio, o que facilita acordos como esse.

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