Se ganhar ou perder sem engano

Sempre imaginei a vida ou o famoso destino como um mapa rodoviário, de certa forma meio definido, porém cheio de encruzilhadas para escolher para qual lado da rosa dos ventos você vai optar por seguir ou deixar-se ir.

Talvez meio que sem saber onde ir ou o propósito, a gente acaba caindo na percepção de estar perdido, poucos e raros momentos de aproveitar a brisa da estrada, desfruta-se de sombras, de ar fresco, paisagens e encontros. Noites iluminadas e sombrias, tempos secos e molhados. Estradas de chão, subidas, descidas. A inquietude de achar nosso lugar faz com que muitas vezes a gente acelere o passo, procure a saída mais próxima e muitas delas até voltamos pra traz.

Nesse ir e vir de almas, as estradas se encontram, choques acontecem, atritos, conforto, mistério e vida, infelizmente não da pra ligar o waze e escolher o mais rápido e melhor caminho.

De certa forma hoje estamos todos perdidos, o mundo leva um choque e todas as carreteiras se transformam, é tanta novidade e de certa forma prisão, que parece que nossa estrada virou uma pequena trilha e a gente passa rasgando e arrancando tudo que ali habita.

Eu ainda acredito que não fazer tudo que se quer não deixa de ser um grito de liberdade.

Somos preenchidos pelo medo, pelo desejo, guiados pela luz ou sombra. As adversidades afloram nossos “Eus”. A cada dia uma batalha, um guerreiro na lona, alguns riem, outros desdenham, uns até aplaudem, mesmo estando no mesmo mapa me parece um circo onde todos os palhaços fazem graça pela razão.

Lutem entre si…

O propósito dessa luta diária é estar ao lado do ringue torcendo e incentivando o lutador a se levantar, porque de outra forma estaremos todos entrando no ringue e sendo nocauteados!

E aqueles que comemoram a derrota são os mesmos que construíram o ringue e nos colocaram lá dizendo que somos uns diferentes dos outros.

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