O tempo, que anda para frente, e tudo bem!

Eu sempre fui melhor em falar de pessoas do que em coisas. Aliás, pessoas são infinitamente melhores do que coisas. Faz pouco menos de um ano que eu aprendi a dar sentido pra minha vida. Quem me conhece sabe que eu sempre insisto que as coisas “dependem do ponto de vista”. Mas, elas não dependem. O jornalismo, às vezes, [quase sempre] nos torna alheios ao “sentir” e que pena por isso. Digo isso pois acredito que nenhum ser humano passe por essa vida, sem sentir. E se faz sentir, faz sentido.

Durante a maior parte dos meus 32 anos de vida eu sempre discursei que a vida é apenas uma. E por isso, ela tem que ser vivida da forma mais intensa possível, um dia de cada vez e [tudo bem]. Mas, e se isso te custar coisas que você não sabe que te custariam? Se a vida andar, e andar, e um dia você se preocupar com o que você não esperava? [Tá] tudo bem!

A vida é uma sequência de emoções que ninguém está acostumado a seguir, mas que, com certeza é o que você consegue suportar. Todos os dias me pergunto se daqui há três ou quatro anos não irei estar arrependida das decisões de hoje. Mas, daqui há três ou quatro anos, a Larissa de hoje não vai ser a mesma. O tempo flui, ensina, caleja e, consequentemente, protege.

Durante este mais de um ano de pandemia, estive envolvida com vários rostos perdidos. Um deles me marca em especial, meu amigo Frank. Perdi um amigo de infância. Uma das vozes mas bonitas que ouvi. Energia boa. Um dos melhores sorrisos que eu já conheci. Tenho quatro marcas na pele dele. Lembro de chegar um dia no estúdio de tatuagem dele com um desenho pensado e ele me disse: “Não vou fazer esse desenho que você quer. Mas, eu tenho um desenho que gostaria de fazer. Mas tem que ser do tamanho que eu quiser e no local que eu indicar”.

Sem arrependimentos meu amigo, que ótimas lembranças você me causou, e que pena que demorei dizer isso. Eram 11 anos de diferença de idade e hoje tenho a possibilidade de ter lembranças de meu amigo na pele. No dia 8 de março, recebi a notícia da morte de uma das risadas mais gostosas que eu já ouvi.

Dentre os amigos de infância, dizíamos que não era possível que tivéssemos perdido ele. Mas, era o destino. Perdi um grande amigo que fez e sempre fará parte de boas lembranças da minha curta vida. Hoje me pergunto. Quanto tempo ainda mais precisamos para demonstrar sentimento? Entender o amor? A vida? Uma amizade sincera?

Que vivámos todos os dias, como se fossem os últimos e tudo bem!

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